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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Família é presa suspeita de matar por seguro de vida

Três pessoas de uma mesma família foram presas na última quarta-feira (20), nos bairros Itapuã e Eldorado, em Goiânia, suspeitas de cometer um homicídio para ficar com o dinheiro dos seguros de vida da vítima, Jucimar dos Santos Bezerra, de 34 anos. O crime aconteceu em agosto do ano passado, no Condomínio Mansões Eldorado, também na capital.
Ana Cristina Brasil, de 36 anos, mulher da vítima; o irmão dela, Nédio Brasil, de 44 anos; e o filho dele, João Marcos Brasil, de 20 anos, foram apresentados na manhã desta segunda-feira (25), na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH). Segundo o delegado Rilmo Braga, responsável pelo inquérito, os três mataram Jucimar com o intuito de ficar com o seguro de vida, cerca de R$ 120 mil. A operação que resultou nas prisões foi batizada de “Brasilis”, em alusão ao sobrenome dos envolvidos.
De acordo com as investigações, Ana Cristina, casada com Jucimar há seis anos, arquitetou a morte do marido, com ajuda do irmão. Eles teriam prometido a João Marcos a quantia de R$ 20 mil pelo “serviço”. Desse total, R$ 5 mil chegaram a ser repassados ao executor. “A esposa recebeu R$ 30 mil de um dos seguros. Ainda estamos checando junto às outras seguradoras sobre o restante do valor”, contou Rilmo.
O crime aconteceu na noite de 16 de agosto de 2015. O sobrinho teria chamado o tio para resolver o problema mecânico em uma motocicleta. Ao darem uma volta no veículo, supostamente para demonstrar o problema, o sobrinho simulou que a moto havia enguiçado. “Ele pediu pro tio empurrar a moto e, nesse momento, disparou contra a vítima, pelas costas”, relata o investigador.
Segundo Braga, o trio confessa o assassinato, mas nega a motivação patrimonial. “Eles dizem que Jucimar era violento e que agredia a família”, explica o delegado. Os envolvidos já foram indiciados por homicídio e podem ser enquadrados também no crime de associação criminosa. João Marcos é o único do grupo que possui passagens anteriores na polícia, por atos cometidos ainda quando menor. Outras pessoas da família continuam sob investigação.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil

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