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terça-feira, 16 de maio de 2017

Morre o maestro Joaquim Jayme; autor da música do hino de Hidrolândia

16/05/2017 | 15:17h 
(Foto: Reprodução)
O maestro Joaquim Jayme, aos 76 anos, morreu na segunda-feira, 15. Ele teve um AVC, estava se recuperando no Crer. Mas não resistiu. Era apontado como um dos principais maestros brasileiros e, na ditadura, foi perseguido pelos militares. Ele foi para o Chile e, depois, para a Alemanha. Ele era o maestro da Orquestra Sinfônica de Goiânia.
Autonomia de uma genealogia da família Jayme, o doutor em agronomia Nilson Jayme chama Joaquim Jayme de “menestrel da liberdade”.
Uma biografia do maestro Joaquim Jayme
Texto de Nilson Gomes Jayme, autor do livro “Família Jayme — Genealogia e História” (Kelps, 1146 páginas): “Joaquim Thomaz Jayme, maestro — (n. 24/02/1941 – f. 15/05/2017). Natural de São José do Tocantins, atual Niquelândia, GO, era músico e maestro. Estudou piano em Goiânia, com Belkiss Spenciére Carneiro de Mendonça. Foi bolsista dos Seminários Internacionais de Música, entre os anos de 1958 a 1960, promovidos pela Universidade Federal da Bahia-UFBA. Foi, ainda, bolsista dos cursos regulares dos Seminários Livres de Música da UFBA, de 1959 a 1962, onde estudou piano com Sebastian Benda e Pierre Klose, regência com Koellreuter e composição, com Koellreuter e Miklós Kokrom. Cursou pós graduação no Departamento de Música da Universidade de Brasília-UnB, sob orientação do maestro e compositor Cláudio Santoro, estudando análise e fuga, regência orquestral, instrumentação e orquestração. Foi militante político de esquerda, durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), na Ala Vermelha do Partido Comunista do Brasil (PC do B). Preso, foi exilado político. Durante seu exílio, primeiramente no Chile, durante os governos e Eduardo Frei e do socialista de Salvador Allende (1970-1973), foi professor titular e diretor da Escola Superior de Música da Universidade de Concepción, Chile, no período dos Governos Eduardo Frei e Salvador Allende. Após o golpe militar que depôs Allende, foi perseguido pelo governo do ditador Augusto Pinochet. Exilou-se então na Europa, morando na Holanda e Alemanha Oriental.
“Fez mestrado em Musicologia, pela Universidade de Rostock, Alemanha Oriental. Antes da anistia, e de seu regresso ao Brasil, foi professor, por cinco anos, da Universidade de Rostock, naquele país. É uma das maiores autoridades em música do Estado de Goiás, com uma trajetória vencedora e progressista, em que desempenhou as seguintes funções: a) professor do Departamento de Música da UnB; b) regente do Coral dessa Universidade e assistente de sua Orquestra de Câmara; c) professor titular e co-organizador da Fundação das Artes de São Caetano do Sul; d) regente da orquestra de cordas – Musicâmara, dessa instituição; e) redator musical, inspetor chefe e maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília; f) professor assistente do Instituto de Artes da Universidade Federal de Goiás-UFG; g) regente do coral da UFG; h) professor adjunto da UnB; i) fundador e regente titular do Coral do Estado de Goiás (1987); j) fundador e maestro titular da Orquestra Filarmônica de Goiás (1988); k) fundador e diretor da Escola de Música do Centro Cultural Gustav Ritter, em Goiânia; l) Secretário da Cultura, Esporte, Turismo e Lazer de Goiânia. É autor de várias obras para piano, canto e piano, orquestra de cordas, sinfônica, arranjos para coro e quase uma centena de canções populares e líricas, com textos de poetas brasileiros e estrangeiros.
“Em 1993, a convite da Prefeitura, organizou a Orquestra Sinfônica de Goiânia, da qual é regente titular e diretor artístico, até o presente. Em 1997 uniu o Coral Municipal com a Camerata Vocal de Goiânia, criando o atual Coro Sinfônico de Goiânia. Foi membro da Comissão de Projetos culturais da Secretaria Municipal de Cultura. Foi galardoado com o Troféu Jaburu, a mais elevada honraria concedida pelo Conselho Estadual de Cultura do Estado de Goiás. Foi Secretário Municipal de Cultura de Goiânia pela segunda vez, em 2012. Gravou, com a Orquestra Sinfônica de Goiânia, dois CDs: Sinfonia das Águas Goianas e Alvorada na Serra. É de sua autoria o Hino oficial de Hidrolândia, Hino do Atlético Clube Goianiense, Hino da Uni-Anhanguera, Hino da Maçonaria Glória do Ocidente, dentre outros.
“É autor do Hino do Estado de Goiás — com letra de José Mendonça Teles — oficializado pela Lei Estadual n° 13.907 de 21/09/2001. Em 2010, compôs e gravou um CD de Música Popular Brasileira Ricordanza, com letras dos poetas goianos Aidenor Aires, Jacy Siqueira e Leo Lyce, em que as 12 músicas são interpretadas pelo maestro. Sua interpretação, com as reminiscências de ex-exilado na garganta, tornou o trabalho muito especial. Uma obra antológica e rara, de três poetas das letras e um poeta da música. Foi laureado, pelo Conselho Estadual de Cultura, em 1999, com o Troféu Jaburu. O Troféu Jaburu, prêmio nobre, outorgado desde 1980, pelo Conselho Estadual de Cultura, é o maior e mais significativo prêmio cultural do Estado, dedicado às pessoas e entidades que mais se destacaram no campo da cultura em Goiás. O troféu recebeu o nome Jaburu em referência a uma das aves símbolo da natureza, que habita toda a América em torno das grandes bacias hidrográficas e que infelizmente se encontrava ameaçada de extinção. Recebeu o Prêmio Buritis, instituído em 2013 por iniciativa do Conselho Municipal, como forma de homenagear todos aqueles que contribuíram para a cultura goianiense com ações positivas em diversas áreas, projetando o nome da cidade. Casou-se com Mitzi Virgínia Segovia Loprestti (n. 09/10/1952), professora, natural de Santiago, Chile, filha dos professores Oscar Hernán Segovia e Virgínia Loprestti Parra, ambos chilenos, com quem teve um filho: Oscar Heman Jayme Segovia, pai de seu único neto: Santiago Segovia Gonçalves Jayme.
Hino de Hidrolândia
Letra: José Mendonça Teles
Música: Maestro Joaquim Jayme

Hidrolândia, minha terra querida
sempre hei de cantar tua glória
o teu povo com fé e trabalho
construindo com amor tua história

Terra amada doces jabuticabas
de enormes floridos quintais
as crianças brincando na praça
berço amigo, recanto da paz

Hidrolândia, eu te amo
nunca te esquecerei minha terra,
minha vida Sempre te amarei

Santo Antônio das Grimpas proteja
esta terra, o teu povo e jamais
te esqueças teus filhos ausentes
trabalhando no chão de Goiás.

Hidrolândia, minha terra querida,
santuário de paz e paixão
minha infância correndo nas ruas
bate fundo o meu coração.

Hidrolândia, eu te amo
nunca te esquecerei
minha terra, minha vida
Sempre te amarei.
Fonte: Jornal Opção

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